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LAVA JATO
Odebrecht livra Temer e implica Dilma no petrol√£o 01.03.2017
Divulgação
Marcelo est√° preso em Curitiba

Brasília - O empresário Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente da empreiteira Odebrecht, confirmou nesta quarta-feira (1º) ter se encontrado com o presidente Michel Temer durante tratativas para a campanha eleitoral de 2014, mas negou ter acertado com o peemedebista um valor para a doação.

Marcelo informou que não houve um pedido direto pelo então vice-presidente da República para a doação de R$ 10 milhões ao PMDB. Segundo ele, tratativas para a doação foram feitas entre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o executivo Cláudio Melo - e admite que parte dos pagamentos pode ter sido feita via caixa 2.

O depoimento de Marcelo Odebrecht foi colhido dentro da ação que investiga a campanha que elegeu a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. A suspeita é de que houve abuso de poder político e econômico na disputa presidencial. A ação, que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode gerar a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade dele e de Dilma.

Em anexo de delação premiada que vazou em dezembro, Melo, que é ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, mencionou o jantar no Palácio do Jaburu no qual Temer teria pedido pessoalmente “auxílio financeiro” a Marcelo, que se comprometeu com R$ 10 milhões.

Ao depor nesta quarta-feira (1º) para a Justiça Eleitoral, Marcelo Odebrecht disse que Temer não mencionou a doação de R$ 10 milhões.

O herdeiro do grupo baiano confirma que o jantar foi realizado no momento em que o grupo de Temer negociava uma doação da Odebrecht para apoiar candidatos do partido. Antes de o encontro ser agendado, ele recebeu de Cláudio Melo a notícia de que Paulo Skaf pedira R$ 6 milhões em doação para a campanha ao governo de São Paulo. A solução seria usar para parte do dinheiro que seria destinado ao grupo político de Temer para o candidato paulista.

O encontro no Jaburu serviria para selar o acordo de que R$ 6 milhões dos R$ 10 milhões ao grupo do PMDB de Temer seriam encaminhados para a campanha de Skaf. De acordo com Marcelo, só após a saída do vice-presidente do local, ele conversou com Padilha e com Melo sobre o tema. Ainda de acordo com ele, parte dos R$ 6 milhões não chegou a ser paga.

Marcelo Odebrecht disse ainda à Justiça Eleitoral que a interlocução com o PMDB era dispersa. Os executivos da empresa tinham relação com os Estados, enquanto Melo atuava dentro do Senado em contato com o atual presidente do partido, Romero Jucá (RR). Na Câmara, o contato era com Padilha – mas também mencionou o nome do deputado cassado Eduardo Cunha, que mantinha relação com o empresariado.

Depoimentos

 

Até a próxima semana, o ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai ouvir outros quatro executivos da Odebrecht sobre fatos já abordados em delações premiadas na Lava Jato, que já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mas ainda estão sob sigilo.

O núcleo do governo Michel Temer foi citado em colaboração premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da construtora. Melo Filho relatou que Temer havia negociado "direta e pessoalmente" com Marcelo Odebrecht, numa reunião no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, dois meses depois do começo da Lava-Jato.

Entre os peemedebistas no núcleo do governo, também foram citados o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Divergentes

Enquanto os advogados do PT trabalham na linha de que não houve irregularidades na campanha de 2014 ao Planalto, a defesa do PMDB insiste na tese de separação das contas da presidente e do vice-presidente, o que poderia livrar Temer de uma condenação eleitoral.

Nos próximos dias, estão agendados ainda outros quatro depoimentos de executivos da Odebrecht. Amanhã, será a vez de Benedicto Barbosa da Silva Junior e Fernando Reis, no Rio. Na próxima segunda-feira, Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos serão ouvidos em Brasília.

Com agências 



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