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LAVA JATO
Dilma sai em defesa da empreiteira Odebrecht 28.10.2017
Divulgação
Dilma saiu em defesa de Bendine

Brasília - A ex-presidente Dilma Rousseff prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (27) como testemunha no processo da Operação Lava Jato que tem entre os réus o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. O ex-executivo das estatais, que arrolou Dilma como testemunha de defesa, é suspeito de ter recebido R$ 3 milhõesem propina da Odebrecht em 2015, pouco depois de ter assumido a presidência da petrolífera.

A petista está em Belo Horizonte, onde acompanha o tratamento de um problema de saúde de sua mãe, e falou ao juiz federal Sergio Moro por meio de videoconferência. Na oitiva, Dilma foi questionada sobre o processo de nomeação de Bendine à presidência da Petrobras e a respeito das relações entre a Odebrecht e o governo.

Questionada pela defesa de Aldemir Bendine sobre um trecho da delação premiada do empreiteiro Marcelo Odebrecht em que ele cita o ex-ministro Aloizio Mercadante como interlocutor do Planalto junto à empresa, Dilma afirmou que o governo tinha “preocupação” em “salvar” as empreiteiras investigadas na Lava Jato e, por isso, manteve tratativas com a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito dos acordos de leniência das empresas.

“Nós tínhamos, de fato, uma preocupação pública em relação a construir as condições de leniência para que o processo tivesse punição dos responsáveis, mas que se salvassem as empresas de engenharia deste país”, afirmou a ex-presidente. Para Dilma, devem ser punidos “executivos ou funcionários que pratiquem os malfeitos”, mas as empresas, enquanto “produtos sociais”, “tinham que ser preservadas”.

Indagada pelo advogado do empresário André Gustavo Vieira da Silva, um dos réus no processo, sobre a relação entre o governo e a Odebrecht, Dilma Rousseff ressaltou que a empresa “merecia toda atenção do governo” por sua relevância na economia do país, e não pelas doações que fazia a campanhas políticas.

“Muitas vezes a gente concordava com os rumos propostos pelo Grupo Odebrecht, e é público e notório que muitas vezes, também, nós discordávamos. Tínhamos uma relação de grande interesse, não porque eles contribuíssem com a campanha, mas pela importância que o grupo tinha, e acredito que ainda tem, na economia brasileira”, disse a petista.

Com agências 



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