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BRASIL EM CRISE
Bruno Ara√ļjo √© 1¬ļ tucano a deixar governo Temer 13.11.2017
Agência Brasil
Bruno Ara√ļjo sofreu press√£o do partido

Brasília - O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), entregou nesta segunda-feira (13) uma carta de demissão ao presidente Michel Temer. No documento, Bruno Araújo afirma que “não há mais” apoio no seu partido para seguir no cargo, mas ressalta ter convicção de que o governo de Temer será reconhecido pelos seus “resultados profundamente positivos para a sociedade brasileira”. Na tarde desta segunda, o ministro participou, ao lado de Temer, da cerimônia de lançamento do cartão-reforma, no Palácio do Planalto.

"Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida política, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nesta tarefa. E de modo especial aos pernambucanos, na certeza de que procurei, na nossa mais fiel tradição, desempenhar com zelo a minha missão, ajudando o país e meu querido estado", diz o tucano, na carta.

Bruno Araújo (PSDB-PE) disse que pediu demissão do Ministério das Cidades, porque “chegou no limite" que ele não podia ultrapassar. O tucano, que se antecipou a uma reforma ministerial, diz que entrou no governo com o apoio da bancada do partido, mas ressaltou que não conseguia mais “segurar a tarefa”, porque estava acompanhando a “angústia” dos integrantes da legenda que queriam deixar o governo.

Desde maio, quando foi revelada a delação da JBS, integrantes do PSDB discutem a possibilidade de deixar o governo. Recentemente, os líderes do partido concordaram com o desembarque, mas não definiram uma data. A legenda ainda tem outros três ministros: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Peso das convenções

Para colegas de Bruno na Câmara dos Deputados, ele, como ex-líder do partido na Casa, sentiu o peso das convenções estaduais do PSDB, realizadas no fim de semana, onde o apoio ao desembarque foi amplamente majoritário. Os parlamentares lembram também que Bruno foi o primeiro a se manifestar pela saída do governo, em maio, quando explodiu a delação da JBS.

"Ontem, na convenção do PSDB no Rio, colocamos na cédula (a pergunta) se era a favor ou contra o desembarque. O desembarque teve o apoio de 97% dos convencionais. O ministro Bruno revela estar antenado e sintonizado com o sentimento amplamente majoritário hoje no partido", disse o presidente do diretório fluminense, deputado Otávio Leite (RJ).

O deputado federal Daniel Coelho (PE), que teve um embate com o agora ex-ministro na semana passada, durante a eleição da executiva estadual do partido em Pernambuco, não comentou a decisão.

"Não sei o que motivou (a saída antecipada de Bruno). Pode ter sido a pedido de Temer para nomear alguém do Centrão. Vamos esperar o nome do substituto", comentou Daniel Coelho.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, candidato a presidente do partido, disse que a saída de Bruno seguiu o que ele vem pregando: o desembarque “com educação”. "A saída do ministro Bruno Araújo está dentro da estratégia de sair de forma natural e elegante", disse Perillo.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputado, Ricardo Tripoli (SP), afirmou que Bruno Araújo tomou a decisão correta. Tripoli vinha cobrando o desembarque e liderando a ala que queria a ruptura com o governo. "Estou num painel na Alemanha, mas acredito que tomou a decisão correta", disse.

O líder do partido no Senado, Paulo Bauer (SC), divulgou nota para elogiar a gestão do ex-ministro. De acordo com Bauer, ele contribuiu “para que o Brasil vença de forma substantiva as dificuldades que o governo do PT deixou para o país”. O senador ressaltou ainda que o PSDB tem o projeto de oferecer uma candidadtura presidencial em 2018.

Com agências 



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