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BRAS√ćLIA
Sa√ļde ser√° principal desafio no DF em 2018, diz Rollemberg 25.12.2017
Divulgação
Rollemberg est√° otimista para 2018

Brasília - A saúde será o principal desafio da administração Rodrigo Rollemberg para 2018 no Governo do Distrito Federal. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o governador destacou o setor como prioritário para os próximos meses, com grandes mudanças, inclusive de gestão.

Rollemberg lembra que em janeiro começará a funcionar um novo sistema de gestão da saúde pelo Instituto Hospital de Base. "Um sistema que vai permitir a compra de medicamentos de uma forma mais ágil, a recuperação dos equipamentos, a contratação de pessoal. Não tenho dúvidas de que isso vai possibilitar um resultado positivo para a nossa população. No primeiro semestre, teremos ainda a inauguração do Hospital da Criança, com 220 leitos, 38 leitos de UTI pediátrica, que vai atender a toda a demanda de alta e média complexidade no DF", revelou.

Nos próximos dias, Rollemberg anunciará a contratação de 747 novos servidores, sendo 392 na saúde. "A saúde é um desafio em todo o Brasil. Não é diferente em Brasília. Mas tenho muita confiança de que teremos um ano melhor. Vamos começar a implantar um novo modelo na saúde, que é um legado para nossa cidade, por meio do Instituto Hospital de Base, um serviço social autônomo", completou.

Rollemberg acredita que o novo modelo do Instituto Vamos dará muito mais agilidade e terá muito mais capacidade de dar respostas à população e, com isso, trazer um efeito prático e simbólico na rede. "Além disso, estamos ampliando a atenção primária e isso é importante para organizar toda a rede. Muita gente vai para os hospitais quando poderia resolver seus problemas perto de casa. E é nosso objetivo, a partir da aprovação da emenda com o crédito do orçamento no dia 15 de janeiro, vamos contratar milhares de profissionais na saúde para abrir os leitos que estão fechados. Nesse período, nós estivemos impedidos de fazer contratações, a não ser para repor servidores, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal".

Com dados na cabeça, Rollemberg sustenta que seu governo vai deixar um feito histórico de regularizações fundiárias, por conta da entrega de mais de 63 mil escrituras. Ele cita ainda a desativação do Lixão da Estrutural, o equilíbrio fiscal, a austeridade e a honestidade como legados do seu governo.

E acredita que no ano que vem conseguirá manter as contas do governo em dia, ao contrário dos anos anteriores, quando pegou o governo em 2014 cheio de dívidas e promessas de reajustes para servidores públicos feitos pela gestão anterior, de Agnelo Queiroz (PT).

A queda de braço com a oposição na Câmara Legislativa, que rejeitou o crédito de R$ 1,2 bilhão no orçamento de 2018, é questão ainda a ser resolvida. Na época, o governo do DF divulgou uma nota dizendo que havia ali “interesses eleitorais inconfessáveis”. Rollemberg evita falar em nomes. "O fato é o seguinte: o processo de elaboração do orçamento começou, não cabe mais encaminhar mensagem com projeto de lei. O que tradicionalmente se faz? Isso já aconteceu outras vezes na Câmara e no Congresso. A Secretaria de Planejamento encaminha uma solicitação ao relator-geral do orçamento para que incorpore aquilo como emenda de relator. Foi o que ocorreu. Os recursos estavam previstos para áreas fundamentais, educação, saúde, concurso. Qual foi a reação dos deputados? Não votar. Será que não foi para criar dificuldades para o governo em ano de eleição?", questiona.

Reeleição

Rollemberg, no entanto, sabe que não conquistará um novo mandato facilmente. Um dos principais inimigos será a militância virtual, composta, muitas vezes, por robôs, nas redes sociais, com mentiras que contaminam a imagem pessoal e do governo disseminadas na internet. “Dá até para imaginar que existem centrais de fake news”, aponta o governador. Ele garante que vai enfrentar esse fenômeno, que influenciou as eleições nos Estados Unidos, com a verdade ou com a justiça, como tem feito com as inserções partidárias que o atacam.

Mas adversários também existem no mundo real. Grande parte é alimentada por sindicatos e pelo funcionalismo público atingido pela suspensão de reajustes salariais. mostra que não pretende aumentar os contracheques de servidores, e o reajuste da Polícia Civil depende de liberação de recursos federais. Mais uma vez, Rollemberg afirma que o debate de realizações em benefício da coletividade vai vencer o embate.

Com informações do Correio Braziliense 



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