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CORRUPÇÃO
Prefeito de Porto Alegre pede tropas no julgamento de Lula 04.01.2018
Marchezan teme baderna em Porto Alegre

 Porto Alegre – A Presidência da República solicitou ao Ministério da Defesa e ao Ministro da Justiça que analisem a viabilidade jurídica da solicitação do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr (PSDB), que pediu apoio da Força Nacional e do Exército para atuarem na cidade no próximo dia 24 de janeiro, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será julgado na capital do Rio Grande do Sul. 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre, vai julgar a apelação criminal de Lula no caso do tríplex do Guarujá. Temendo agitação e confrontos de rua , Marchezan Jr explicou numa conta na internet, que sua atitude visa "proteger o cidadão e o patrimônio público".
 
"Solicitei ao Presidente MichelTemer o apoio da Força Nacional e do Exército Brasileiro para atuarem no dia 24. Devido as manifestações de líderes políticos que convocam uma invasão em Porto Alegre, tomei essa medida para proteger o cidadão e o patrimônio público", escreveu o prefeito.
 
Também pela internet, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann,  reagiu as declarações do prefeito. Gleisi também comentou decisão da Justiça Federal de Porto Alegre, que no final do ano passado acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) gaúcho e determinou a proibição de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nas proximidades do tribunal. A medida já está em vigor e é válida até três dias após a decisão do Tribunal.
 
"Inacreditável ! É muito medo do povo. Primeiro, o MPF do RS e agora esse prefeito?!Força Nacional e Exército?! Quem está destruindo o patrimônio público e agredindo o cidadão é o governo golpista apoiado por vcs", disse a senadora na rede social.
 
Desde que a data do julgamento foi determinada pelo Tribunal, o PT vem convocando a militância para comparecer a Porto Alegre como forma de pressionar as autoridades. 
 
Em maio passado, durante o julgamento de Lula na Justiça Federal do Paraná, também foram proibidos acampamentos e montagens de estruturas em qualquer rua ou praça de Curitiba. O MST acabou montando acampamento numa área próxima à rodoviária, num terreno particular.
 
Com agências


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