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JUSTIÇA
TRF-1 manda de volta para Brasília processo de Lula 02.03.2018
Divulgação
Prisão passa pela cabeça de Lula

Brasília - O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, voltou atrás e decidiu nesta quinta-feira (1º) que processos criminais envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-deputados Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves vão permanecer sob a relatoria do juiz federal Vallisney Oliveira, titular da 10ª Vara Federal, responsável pelo julgamento das ações penais oriundas das operações Zelotes, Sépsis e Cui Bono, da Polícia Federal.

A medida foi tomada pela corregedoria do tribunal após procuradores responsáveis pelos casos questionarem o ato que determinou a redistribuição dos processos para 12ª Vara, criada, de acordo com o TRF, para desafogar o trabalho de Vallisney Oliveira, por ser o único juízo especializado para julgar ações sobre corrupção na Justiça Federal em Brasília.

Ao rever o deslocamento dos processos, o tribunal decidiu que os processos em que houve audiências ou interrogatórios não serão mais remetidos à 12ª Vara. Segundo procuradores do Núcleo de Combate à Corrupção, cerca de 16 processos das operações poderiam sofrer atrasos porque os novos juízes levariam tempo para ficarem a par de todo material.

Prisão

Lula admitiu, nesta quinta-feira, que a ideia de ser preso "passa todos os dias" por sua cabeça, mas garantiu não ter medo por ser inocente.

O ex-presidente reafirmou o desejo de concorrer às eleições presidenciais de outubro e ainda garantiu ganhar no primeiro turno.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ele garante, entretanto, que todas as acusações foram montadas para desmoralizar sua candidatura e impedir a volta do Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder.

Atualmente, ele tenta conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para impedir sua prisão quando se esgotarem seus recursos no TRF-4. Contudo, a Justiça eleitoral ainda pode torná-lo inelegível.

"Se eles resolverem me condenar e me prender, eles estarão condenando um inocente, prendendo um inocente. Isso tem um preço histórico. Se querem tomar essa decisão, vão arcar com a responsabilidade do que vai acontecer no país", alertou. "Por isso, eu durmo tranquilo", afirmou Lula.

Durante uma hora e meia de entrevista, realizada no Instituto Lula, em São Paulo, ele descartou, no entanto, criar tensões eleitorais.

Com agências 



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