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CORRUPÇÃO
Ministro Fachin inclui Temer em investigação da Lava Jato 02.03.2018
Divulgação
Temer está em nova investigação

Brasília - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu o presidente Michel Temer no inquérito da Lava Jato que investiga os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). A investigação tenta identificar repasses de propina por parte da Odebrecht para a Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Fachin atendeu a um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que temia que fatos se perdessem caso fosse necessário aguardar a saída de Temer da Presidência para prosseguir com o inquérito. Ao solicitar a inclusão do presidente, a procuradora-geral discordou do entendimento de que o emedebista não pode ser investigado por fatos anteriores ao mandato.

Para Raquel Dodge, ele não pode ser denunciado ou processado, mas a investigação “deve ser o mais próxima possível do tempo da suposta prática criminosa, sob pena de perecimento das provas”. Junto com o pedido do Ministério Público, Edson Fachin também atendeu a uma solicitação da Polícia Federal, prorrogando o prazo do inquérito.

No entanto, enquanto a corporação gostaria de continuar investigando por mais 90 dias, o ministro optou que essa extensão fosse por apenas mais 60 dias.

De acordo com delatores da empreiteira, como Marcelo Odebrecht e o ex-diretor de Relações Institucionais Cláudio Melo Filho, a propina teria para o grupo político do presidente foi pedida em um jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014, quando ele ainda era vice-presidente de Dilma Rousseff (PT).

Melo Filho contou que o presidente Temer participou de um jantar, em maio de 2014, no qual teria sido negociada propina para integrantes do MDB. A acusação chegou ao Ministério Público no ano passado, mas o então procurador-geral, Rodrigo Janot, entendeu que o chefe do Executivo não poderia ser investigado por esse fato, uma vez que seria anterior ao mandato.

Raquel Dodge tem um entendimento diferente do antecessor. Ela destaca que "todos são iguais perante a lei" e não existe imunidade penal para o presidente que tenha capacidade de paralisar as investigações. Dodge afirma que o travamento do inquérito no caso de Temer poderia resultar na perda de provas.

Dinheiro

Do valor total, R$ 6 milhões teriam sido destinados à campanha de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo nas eleições daquele ano. O restante teria como destinatário o hoje ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (MDB).

Padilha teria recebido R$ 1 milhão em seu escritório de advocacia, em Porto Alegre, e pedido que a outra parte do dinheiro fosse pago ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e ao advogado José Yunes, amigo próximo de Temer. Além do chefe da Casa Civil – e, agora, de Temer – o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco (MDB), também é investigado.

Com agências 



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