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CORRUPÇÃO NOS PORTOS
Pris√Ķes mostram que Temer enfrentar√° nova den√ļncia 30.03.2018
Divulgação
Temer vai de novo para a chapa quente

Brasília - As prisões dos amigos e dos empresários dos grupos Rodrimar e Libra, na manhã de quinta-feira (29), levam a crer que vem aí uma terceira denúncia contra o presidente Michel Temer. O emedebista é acusado de receber propina dos empresários para editar o Decreto dos Portos, facilitando os seus negócios.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deve apresentar a denúncia nos próximos dias, o que vai requer de Temer um novo esforço no Congresso Nacional para barrar a nova investigação. Isso, em um momento em que ele prega nos discursos que será candidato à reeleição e vai perder no início de abril vários ministros, que deixam suas pastas para concorrer às eleições de outubro.

Na justificativa para autorizar as prisões dos cinco acusados, o relator do caso do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Barroso, afirma que há indícios fortes de que Temer tenha recebido propina para fazer um decreto à medida para os grupos empresariais, Inclusive o ministro cita uma planilha de pagamentos apreendida pela Polícia Federal, com as iniciais MT - ou seja, Michel Temer.

Na operação de quinta, foram presos pessoas muito próximas a Temer, como o advogado José Yunes, com quem o presidente jantou em São Paulo na segunda-feira (26).

Amigo de Temer desde a época da faculdade, nos anos 1960, Yunes foi assessor especial da Presidência até dezembro de 2016, quando pediu demissão do cargo após ter sido citado na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. O delator disse aos investigadores que Yunes recebeu dinheiro em espécie em seu escritório em São Paulo.

Na ocasião, Yunes disse, em depoimento, que recebeu um pedido do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para que recebesse um documento em seu escritório, que depois seria recolhido por outra pessoa. Depois, em entrevista, Yunes afirmou que o pacote foi entregue por Lúcio Funaro. “Na verdade, eu fui um mula involuntário”, disse Yunes.

Em sua delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, operador financeiro do PMDB, afirmou ter buscado uma caixa com R$ 1 milhão no escritório de Yunes. O dinheiro pertenceria a Temer a partir de um acordo de caixa 2 feito com a Odebrecht. A quantia teria sido remetida a Salvador, mais especificamente para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), outro amigo íntimo do presidente da República, preso em setembro do ano passado.

Prisões

Além de Yunes, foram presos na operação de quinta-feira (29) outros quatro investigados: o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, o coronel da reserva da Polícia Militar João Baptista Lima Filho e os empresários Antonio Celso Grecco, do grupo Rodrimar, e Celina Torrealba, do grupo Libra.

Há, ainda, um mandado de prisão contra Milton Ortolan, ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura. Foram expedidos ao menos 15 mandados de busca e apreensão, que são cumpridos nos endereços dos alvos e na sede do grupo Libra.

As prisões são temporárias, ou seja, com prazo de cinco dias. Por volta das 8h, Yunes seguia para a sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa. Wagner Rossi foi detido em Ribeirão Preto, e Antonio Celso Grecco, em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo. O empresário está a caminho da capital paulista, onde ficará detido na carceragem da PF. Advogados dos presos afirmaram que eles serão transferidos para Brasília.

Propina

Um dos elementos que fundamentou a operação foi um inquérito antigo que apurava se Michel Temer recebeu propina no porto de Santos. Essa investigação havia sido arquivada em 2011 pelo STF, porque se baseava apenas em informações dadas pela ex-mulher do presidente da Codesp, Marcelo Azeredo, que entregou anotações que indicavam o recebimento de propina por Temer.

No atual inquérito dos portos, a suspeita é que um decreto publicado por Temer no ano passado, que prorrogou o prazo das concessões portuárias, tenha favorecido indevidamente as empresas do setor.

No começo do mês, Barroso já havia determinado a quebra dos sigilos bancários de Temer e Yunes no âmbito da investigação do decreto dos portos. Além dos dois, também foram alvo da medida o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro dada pelo grupo J&F. A decisão também quebrou os sigilios do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, de Antônio Celso Grecco e de Ricardo Mesquita, diretor do grupo Rodrimar.

O advogado de Michel Temer, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, disse que está acompanhando a operação “só pela televisão” e que não falou com o presidente. Disse ainda que não tem previsão de se encontrar com o peemedebista Afirmou também que não teve conhecimento de nenhum endereço ligado a Temer tenha sido alvo de buscas.

Defesas

Por meio de nota, o advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende Yunes, afirmou que a prisão de do advogado é “inaceitável” e que seu cliente compareceu espontaneamente para depor nas investigações. “Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”, diz o texto.

Em nota, a defesa de Wagner Rossi diz que "são abusivas as medidas tomadas" e que o ex-ministro " está seguro de que provará sua inocência". De acordo com os advogados, ele está aposentado há sete anos e "nunca mais atuou profissionalmente na vida pública e privada"

Em nota, a PGR afirmou que solicitou ao ministro Luís Roberto Barroso o cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão no inquérito dos portos, mas que não irá dar detalhes porque as medidas ainda estão sendo cumpridas.

Com agências 



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