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LAVA JATO
PF cumpre 45 mandados de pris√£o em esquema bilion√°rio 03.05.2018
Divulgação
Doleiro Dario Messer é procurado

Brasília - Policiais federais cumprem nesta quinta-feira (3) 45 mandados de prisões contra doleiros envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que chega a US$ 1,652 bilhão. O principal alvo da ação é o doleiro Dario Messer, apontado como "o doleiro dos doleiros" no Brasil. Os agentes estão nos estados de Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, além de países como Uruguai e Paraguai, onde acreditam estar Messer, por possuir dupla cidadania.

Batizada de "Câmbio, Desligo", a operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e conta com o apoio das autoridades uruguaias. São 43 pedidos de prisão preventiva e dois de prisão temporária. No Rio, policiais federais cumprem mandados em endereços no Leblon e em Ipanema, na Zona Sul, onde foi preso Sergio Mizhay, outro doleiro alvo.

Principal alvo da operação, Dario Messer é ligado a escândalos nacionais desde o caso do Banestado. O doleiro Toninho de Barcelona contou à CPI do Banestado, em 2005, que ele lhe repassou dinheiro do exterior para ser lavado para o PT. Filho de pai doleiro, Messer tem amigos que vão do presidente do Paraguai a Lucio Funaro e Ronaldo Fenômeno.

A Lava Jato desbaratou o esquema a partir das delações dos operadores do esquema do ex-governador Sergio Cabral, Vinicius Claret, o "Juca Bala", e Cláudio Fernando Barbosa, o "Tony". Os dois formam um grupo de quatro gerentes liderados por Dario Messer para lavar o dinheiro. Os doleiros atuam no mercado paralelo de câmbio.

Outros doleiros, como Sergio Mizhay e Enrico, também estão entre os alvos. A força tarefa da Lava Jato apurou, a partir das delações, que havia um sofisticado sistema para fazer a lavagem de dinheiro. Juca Bala e Tony entregaram um sistema financeiro paralelo e online chamado "Bank Drop", que consistia nas telas do sistema para que fossem realizadas as operações de lavagem.

Juca Bala e Tony chegaram ao Rio em dezembro, extraditados do Uruguai a pedido das autoridades brasileiras. Juca foi citado por outros dois delatores, os irmãos Renato e Marcelo Chebar. Também doleiros, eles revelaram que, quando o esquema de propina do ex-governador ficou grande demais, em 2007, tiveram de chamar Vinicius Claret para assumir as operações de lavagem.

Como funcionava

Doleiros brasileiros e uruguaios se associaram para lavar o dinheiro do esquema comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral no exterior. A pista foi fornecida pelos os irmãos Renato e Marcelo Hasson Chebar, delatores da Operação Eficiência, que citaram a uruguaia María Esther Campa Solaris como titular de uma conta no banco Pictet & Cie, com sede em Genebra, onde Cabral teria escondido US$ 10 milhões (R$ 31,2 milhões) da propina levada para a Suíça. María Esther é secretária do advogado Oscar Algorta Rachetti, uruguaio já indiciado pelo juiz Sérgio Moro por também lavar dinheiro para o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Além dos irmãos Chebar, Algorta era próximo de pelo menos mais um doleiro brasileiro. E-mails obtidos pelo jornal O Globo revelam que María Esther, em novembro de 2012, acertou uma viagem do advogado ao Rio, onde ficou hospedado durante quatro dias numa cobertura no Leblon, que pertence a Dario Messer.

Juca, segundo Renato Chebar, tinha uma estrutura no Rio para o recebimento em espécie dos valores da propina de Cabral.

Com agências 



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