Brasília, 20 de Janeiro de 2019
Página inicial
Quem somos
Contato
Cadastre-se
Anuncie aqui
Notíias | Entrevistas | Notas | Artigos | Enquete | TV Câmara | TV Senado | Agendas

Anuncie Aqui

BUNKER MILIONÁRIO
STF aceita denúncia contra Geddel, mãe, irmão e mais 2 09.05.2018
Divulgação
Geddel escondia dinheiro em apartamento

Brasília - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (8) denúncia contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso preventivamente há oito meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele responderá por lavagem de dinheiro e associação criminosa como réu em uma ação penal.

O caso veio à tona quando foi descoberto, em um apartamento em Salvador, R$ 51 milhões em dinheiro. A posse dos recursos foi atribuída ao ex-parlamentar.

Também foram transformados em réus o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel; a mãe deles, Marluce Vieira Lima; o ex-assessor Job Ribeiro Brandão; e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho. O ex-chefe da Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira do Couto Ferraz também foi denunciado no mesmo esquema, pelo transporte das quantias. Mas o caso dele foi arquivado por falta de provas de que ele tinha conhecimento da ilegalidade da operação.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os R$ 51 milhões são resultado da prática de crimes. Ainda segundo os investigadores, há provas de que a família Vieira Lima lavava dinheiro por meio do mercado imobiliário.

Com o início da ação penal, será iniciada uma nova fase das investigações. Ao fim, será decidido se os réus são culpados ou inocentes. Além da perda dos R$ 51 milhões, a PGR pediu que, em caso de condenação, os réus paguem indenização por danos morais coletivos no mesmo valor. Solicitou, ainda, a perda de função pública. No caso de Lúcio Vieira Lima, isso significa que, caso condenado, ele perde o mandato de deputado.

Também por unanimidade, a Segunda Turma decidiu manter Geddel preso por tempo indeterminado. Os ministros levaram em consideração o risco do ex-deputado voltar a cometer crimes se for libertado. Eles lembraram que o dinheiro foi encontrado no apartamento em Salvador quando Geddel estava em prisão domiciliar. Além disso, foi lembrado que, em depoimento, Job contou que nessa mesma época houve destruição de provas.

"Há consistente lastro indiciário, concreto, suficiente, factível, a sugerir reiteração delituosa do agravante. A afronta à ordem pública está apta a uma medida drástica, a da segregação cautelar", disse o ministro Edson Fachin.

"Creio que existem indicações nos autos que indicam risco de reiteração delituosa", concordou Ricardo Lewandowski.

"Durante a prisão domiciliar, houve a destruição de agendas e documentos. Foram picotados e colocados na descarga do vaso sanitário. Isso mostra o grave risco que há manter Geddel em estado de liberdade", encerrou Celso de Mello.

Com agências 



ABC POLITIKO - LINHA DIRETA COM O PODER
COMENTE ESTE ARTIGO   LEIA COMENTÃ?RIOS (0)  

Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal
CONTEÚDO RELACIONADO

05-10-2018 MPF denuncia Geddel, Cunha e mais 16 por fraudes na Caixa
20-08-2018 Geddel tenta atrasar audiências sobre R$ 51 milhões
21-07-2018 Lula, "preso político"
18-06-2018 Polícia apreende pendrives em cela de Estevão
17-06-2018 PGR quer ouvir Odebrecht e doleiro no inquérito Temer
25-05-2018 Moro usa fotos de Lula com Aécio e Geddel para se defender
VEJA MAIS

19-01-2019 Coaf mostra 50 depósitos na conta de Flávio Bolsonaro
19-01-2019 Crônica de uma encrenca anunciada
18-01-2019 Bolsonaro assina MP para combater fraudes no INSS
18-01-2019 Palocci diz que entregou propina em dinheiro a Lula
17-01-2019 Supremo e o voto secreto no Senado

VEJA TODOS

SRTVN Quadra 701 Bloco B Sala 826 - Centro Empresarial Norte | Brasília - DF | CEP 70710-200 | Fone: (61) 3328-2991 | Fax: (61) 3328-2152