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DITADURA MILITAR
CIA revela que Geisel autorizou execuções 11.05.2018
Divulgação
Geisel e Figueiredo comandaram mortes

Brasília - Um documento da CIA, a agência de inteligência americana, afirma que o ex-presidente Ernesto Geisel manteve a política de execuções de pessoas consideradas subversivas pela ditadura. O documento também associa os assassinatos a outro ex-presidente, João Figueiredo, na época chefe do SNI, o Serviço Nacional de Informações.

O documento da agência central de inteligência dos Estados Unidos afirma que Geisel autorizou a continuidade dos assassinatos de presos políticos, iniciados no governo Médici.
 
O memorando de 11 de abril de 1974 foi enviado pelo então diretor da CIA, William Colby, para o secretário de Estado americano na época, Henry Kissinger, e descreve um encontro que aconteceu em 30 de março daquele ano, 15 dias após o general Geisel assumir a Presidência.
 
Segundo o documento, os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino, que foram chefes do Centro de Informação do Exército, e o general João Baptista Figueiredo, na época chefe do Serviço Nacional de Inteligência, participaram da conversa com o presidente Geisel.
 
No memorando, o general Milton disse que “os métodos não legais deveriam continuar a ser usados contra subversivos perigosos”. Ele também comentou que “cerca de 104 pessoas nesta categoria foram sumariamente executadas no Centro de Informação do Exército nos últimos anos”.
 
O presidente Geisel, de acordo com o memorando, “ponderou a seriedade e os aspectos potencialmente prejudiciais desta política e disse que iria pensar sobre o assunto durante o fim de semana até chegar a uma decisão se continuaria ou não com esta política”.
 
O documento afirma que, “no dia 1º de abril, o presidente Geisel disse ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas que cuidados deveriam ser tomados para garantir que apenas subversivos perigosos fossem executados”.
 
Os dois concordaram que as execuções só poderiam acontecer com a aprovação do general Figueiredo. Cinco anos depois, João Figueiredo sucedeu a Ernesto Geisel na Presidência.
 
O governo do general Ernesto Geisel, penúltimo presidente da ditadura militar, marcou o início do processo de abertura política.

Vetos
 
Nem todas as partes do memorando foram liberadas para consulta pública. Várias linhas ainda estão sob sigilo e não há informações sobre como a CIA teve acesso ao conteúdo das conversas.
 
O documento é mais uma evidência de que a política para executar aqueles considerados inimigos da ditadura continuou no governo Geisel e que as ordens para matar partiam da cúpula do governo militar.
 
“O documento é devastador em relação a Figueiredo porque mostra que Figueiredo era o responsável por autorizar esses assassinatos. Geisel é o presidente da abertura, mas o que a gente sabe agora, graças a esse documento e a outros, é que, durante o processo de abertura, o regime militar continuou usando a execução de inimigos do regime como política oficial. Sem dúvida, esse documento mostra que, no Palácio do Planalto, houve coordenação para a execução de inimigos do regime”, disse Matias Spektor, professor de relações institucionais da FGV - Fundação Getúlio Vargas.

Com agências 


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