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BRASIL EM CRISE
Apesar do acordo, caminh√Ķes mant√™m bloqueios 28.05.2018
Divulgação
Caminh√Ķes continuam parados

Brasília - Apesar do anúncio do presidente Michel Temer no domingo (27) para anunciar as medidas adotadas pelo governo após a reunião com os líderes dos caminhoneiros, a greve da categoria entra em seu oitavo dia nesta segunda-feira (28), com bloqueios nas estradas de 16 Estados e no Distrito Federal.

Temer comunicou que o preço do diesel sofrerá uma redução de R$ 0,46 por litro. Isso corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide, somados. Segundo Temer, o governo irá cortar do orçamento, sem prejuízo para a Petrobras;

Temer também anunciou o congelamento do preço do diesel por 60 dias. Depois disso, o reajuste será mensal, de 30 em 30 dias. Anunciou ainda a edição de uma Medida Provisória para a isenção de eixo suspenso em praças de pedágios, tanto em rodovias federais, como nacionais; o estabelecimento de uma tabela mínima de frete, conforme previsto no PL 121, em análise no Congresso; a garantia de que não haverá reoneração de folha de pagamento no setor de transporte de carga; e a reserva de 30% do transporte da carga da Conab para motoristas autônomos.

O governo assumirá o que ele chamou de “sacrifícios no orçamento” e honrará seus compromissos sem comprometer a Petrobras. As outras novidades são três medidas provisórias que tratam da isenção da cobrança do eixo suspeito nos pedágios, a garantia de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os caminhoneiros autônomos, e uma tabela com valores mínimos para os fretes rodoviários.

Aumentos

Levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostra que todos os combustíveis ficaram mais caros por causa da greve dos caminhoneiros. O litro do diesel, principal motivo para as reivindicações dos trabalhadores, saltou de R$ 3,595 para R$ 3,788 entre a semana encerrada no último dia 26 e a pesquisa anterior – finalizada em 19 de maio

Alguns caminhoneiros, ainda inconformados, mantêm bloqueios em todo o País, o que causa o desabastecimento de produtos e combustível nas cidades. Polícias estaduais, Polícia Federal e tropas do Exército negociam a saída dos manifestantes das estradas e fazem escoltas para liberar a saída de caminhões-tanque de refinarias.

Na Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, há pontos de lentidão causadas por interdição por manifestantes próximo a Guarulhos (km 210) e na capital (km 227).

o Comando Militar do Sul (CMS) do Exército Brasileiro havia afirmado, em um vídeo divulgado em sua página oficial na internet, que espera resolver o “problema” causado com a greve de caminhoneiros na região pela negociação, e não pelo emprego da força. O CMS pede que os caminhoneiros colaborem e afirma que é “necessário que se entenda” que é por meio do diálogo que se chegará a uma solução que beneficie a todos.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, demonstrou preocupação com a paralisação de caminhoneiros. Segundo ele, com o movimento, que completa sete dias, “a economia brasileira está sendo asfixiada”. “Todos estamos na iminência de um grave conflito social”, relatou em comunicado.

O governo vê participação de patrões, empresários do transporte e distribuição na greve. Já foram abertos 37 inquéritos, em 25 Estados, para investigar a prática de locaute. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 400 multas já foram aplicadas, que juntas somam pouco mais de R$ 2 milhões.

Com agências 



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