Brasília, 18 de Junho de 2018
Página inicial
Quem somos
Contato
Cadastre-se
Anuncie aqui
Notíias | Entrevistas | Notas | Artigos | Enquete | TV Câmara | TV Senado | Agendas

Anuncie Aqui

CORRUPÇÃO
Fachin mantém sigilo de Temer, mas libera Moreira e Padilha 08.06.2018
Divulgação
Temer teve o sigilo mantido
Brasília - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (7) o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer no inquérito que investiga se a Odebrecht pagou R$ 10 milhões em propina ao grupo político do emedebista. Fachin, por outro lado, determinou a quebra do sigilo telefônico dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco, na mesma investigação.
 
A decisão do ministro, relator da Operação Lava Jato no Supremo, atende à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concordou com a quebra de sigilo nos casos de Padilha e Moreira, mas poupou Temer. Com o levantamento do sigilo telefônico, não será possível que se recupere o conteúdo de conversas, mas apenas se mapeie ligações e seus interlocutores.
 
O inquérito 4462 do STF investiga a suposta propina de 10 milhões de reais que a Odebrecht pagou ao grupo político de Michel Temer durante as eleições de 2014. Conforme delações de executivos da empreiteira, como Marcelo Odebrecht e o ex-diretor de relações institucionais Cláudio Melo Filho, o valor foi combinado em um jantar no Palácio do Jaburu, em maio daquele ano, do qual Temer e Padilha participaram.
 
Do montante, 6 milhões de reais foram supostamente destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e os 4 milhões de reais restantes, a Eliseu Padilha. O ministro teria recebido 1 milhão de reais em seu escritório de advocacia, em Porto Alegre, e pedido que a quantia restante fosse entregue ao ex-deputado Eduardo Cunha e a José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer.
 
Depois de se demitir do cargo de assessor da Presidência, em fevereiro de 2017, Yunes disse a VEJA que, a pedido de Padilha, recebeu “um pacote” em seu escritório, em São Paulo, em setembro de 2014. “Fui mula involuntário”, afirmou o advogado, amigo de Michel Temer há 50 anos. “Padilha me ligou falando: ‘Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar’. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele”, relatou.
 
Pouco tempo depois, Yunes estava em seu escritório quando, disse ele, a secretária informou que um homem chamado “Lúcio” estava ali para deixar um documento. Segundo o advogado, tratava-se de Lúcio Bolonha Funaro, lobista ligado ao MDB e, particularmente, a Cunha. Funaro fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual deu detalhes sobre o caminho do suposto pagamento da Odebrecht aos emedebistas.
 
Com agências


ABC POLITIKO - LINHA DIRETA COM O PODER
COMENTE ESTE ARTIGO   LEIA COMENT√?RIOS (0)  

Voltar a P√°gina Principal Voltar a P√°gina Principal Voltar a P√°gina Principal Voltar a P√°gina Principal
CONTEÚDO RELACIONADO

18-06-2018 Polícia apreende pendrives em cela de Estevão na Papuda
17-06-2018 PGR quer ouvir Odebrecht e doleiro no inquérito Temer
14-06-2018 Temer avalizou compra de silêncio de Cunha, diz PF
12-06-2018 Anomalias corporativas e réus que escolhem juízes
11-06-2018 72% dos brasileiros acham que situação piorou com Temer
10-06-2018 Obra na casa da filha de Temer foi paga em dinheiro vivo
VEJA MAIS

18-06-2018 O fog√£o de lenha eleitoral
18-06-2018 O anormal habitual no estado esquizofrênico
18-06-2018 Polícia apreende pendrives em cela de Estevão na Papuda
17-06-2018 PGR quer ouvir Odebrecht e doleiro no inquérito Temer
15-06-2018 Maioria do STF proíbe condução coercitiva de investigados

VEJA TODOS

SRTVN Quadra 701 Bloco B Sala 826 - Centro Empresarial Norte | Brasília - DF | CEP 70710-200 | Fone: (61) 3328-2991 | Fax: (61) 3328-2152