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NA PAPUDA
Polícia apreende pendrives em cela de Estevão 18.06.2018
Imagens ABC
Geddel e Estev√£o foram vistoriados

Brasília - A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu barras de chocolate importados e pelo menos cinco pendrives nas celas do ex-senador Luiz Estevão e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA), durante vistoria feita no domingo (17). Estevão divide a cela com o ex-ministro José Dirceu no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eles são vizinhos de Geddel.

Durante a operação, o ex-senador Estevão tentou se livrar de um pendrive jogando o dispositivo na privada, de acordo com a polícia. O aparelho foi recuperado e passará por perícia.

O horário para a entrada no CDP foi escolhido estrategicamente. Os presos foram surpreendidos quando a partida entre o Brasil e a Suíça já estava empatada. Estevão e o companheiro de cela, José Dirceu, foram levados para o pátio central do bloco, enquanto os policiais civis da DOE (Divisão de Operações Especiais) vasculhavam o local.

Como na fiscalização do ano passado, foram encontrados chocolates e agora também medicamentos sob o poder de Estevão, que serão avaliados para comprovação de que estão permitidos pela Vara de Execuções Penais. Uma tesoura também foi achada, objeto vetado no sistema penitenciário.

No momento em que foi retirado da cela, o ex-senador Luiz Estevão tentou descartar cinco pen-drives, mas um agente percebeu a movimentação e fez a apreensão. O conteúdo desses dispositivos também será avaliado pela investigação.

No caso de Geddel, ex-ministro do governo Michel Temer, havia apenas anotações. O emedebista está preso provisoriamente desde setembro do ano passado, depois que as malas de dinheiro com R$ 51 milhões, que pertenceriam a ele, foram descobertas em um apartamento em Salvador. Geddel divide a cela com outros nove presos, enquanto Estevão tem apenas como companheiro no cárcere o ex-poderoso ministro do governo Lula José Dirceu, que cumpre pena de 30 anos e nove meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em ação da Lava-Jato.

Durante a busca, chamou a atenção dos investigadores a grande quantidade de documentos de Luiz Estevão apreendida na biblioteca do bloco 5, dando a impressão de que a sala de uso comum funciona como um escritório particular do empresário. No local, foram apreendidas várias pastas, com documentos de negócios do ex-senador.

Toda a operação no CDP foi registrada em vídeo pelos policiais civis, mas as imagens não serão divulgadas para preservar o ambiente do sistema penitenciário. Detalhes, no entanto, poderão ser usados como evidências no inquérito.

Além do conteúdo dos itens apreendidos, os investigadores querem descobrir quem facilitou a entrada dos alimentos e das mídias na prisão. As buscas foram autorizadas pela Justiça após denúncia de um detento, de que os políticos estariam recebendo “regalias” na Papuda.
 
O advogado de Geddel disse que “estranha, mais uma vez, a defesa técnica não saber da operação antes da imprensa”. A defesa de Luiz Estevão informou também desconhecer as buscas e não quis comentar o caso.

Isolamento
 
Preso desde março de 2016, Luiz Estevão foi colocado no isolamento da prisão por dez dias em janeiro do ano passado, após encontrarem em sua cela cafeteira, cápsulas de café, chocolate e macarrão importado, entre outros itens proibidos.
 
Em 2016, ele também foi denunciado pelo Ministério Público do DF por ter financiado a reforma do local onde está preso. O prédio abriga a chamada ala de vulneráveis, destinada a ex-policiais, presos federais e outros detentos que correm riscos se colocados em meio à massa carcerária. Nas celas, há itens considerados um verdadeiro luxo dentro das cadeias, tais como sanitário e pia de louça, chuveiro e cerâmica no chão, segundo a denúncia.
 
Estevão foi condenado em 2006 por desvio de recursos públicos destinados à construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Em setembro de 2014, o ex-senador foi detido e conduzido inicialmente para São Paulo, por falsificação de documentos. Um mês depois, teve atendido o pedido para ir para a Papuda, onde foi colocado na ala de vulneráveis. Saiu depois de progredir de regime, mas voltou, em março de 2016, depois do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que condenados em segunda instância devem ser presos.
 
Geddel Vieira Lima foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de investigação e está preso em Brasília desde setembro. Antes, ele passou três meses em prisão domiciliar na Bahia. Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu R$ 51 milhões em malas e caixas em um apartamento atribuído a ele, em Salvador. O ex-ministro cumpre prisão preventiva e ainda aguarda julgamento.
 
Com agências

 



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