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CORRUPÇÃO
PF investiga ex-diretores da Dersa por desvios de 600 milh√Ķes 21.06.2018
Divulgação
Obras do Rodoanel foram superfaturadas

Brasília - A Polícia Federal investiga ex-diretores da empresa de Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), entre eles o ex-diretor presidente Laurence Casagrande Lourenço - que hoje é presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) -, executivos das construtoras OAS e Mendes Junior, de empresas envolvidas na obra e gestores de contratos por envolvimento em desvio de dinheiro nas obras do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas. Há indícios de acréscimo de R$ 600 milhões nos gastos com a obra por conta de sobrepreços.

A Operação Pedra no Caminho cumpre 15 ordens de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP), Carapicuíba (SP), Arujá (SP), Bofete (SP), Ribeirão Preto (SP), São Pedro (SP), Marataízes (ES) e Itapemirim (ES). Todos os mandados foram expedidos, a pedido da PF, pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A investigação foi iniciada em 2016, segundo a PF, depois que um ex-funcionário de uma empresa que atuou nas obras suspeitas apresentou aos investigadores diversas informações acerca de possíveis manipulações em termos aditivos da obra do Rodoanel.

Segundo o ex-funcionário, o objetivo era aumentar o valor pago a empreiteiras que já haviam vencido a licitação para realizar as obras. "As investigações apontam que aditivos contratuais, relacionados principalmente à fase de terraplanagem da obra, incluíam novos serviços para efetuar a remoção de matacões (rochas) misturados ao solo", afirmou a PF em nota.

De acordo com a PF, as provas indicam que era previsível a existência de matacões - que são grandes massas de rochas salientes em encostas - no solo e, dessa forma, o projeto inicial já contemplaria o custo da remoção. O acréscimo desses serviços teria ocasionado um sobrepreço de mais de R$ 131 milhões.

Além da perícia da Polícia Federal, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU), comprovaram que, em um dos cinco lotes onde houve aditivos relacionados à remoção dos matacões, houve sobrepreço de aproximadamente R$ 33 milhões.

Na medida de suas participações, os envolvidos devem responder à Justiça pelos crimes de fraude à licitação, estelionato contra o Poder Público, falsidade ideológica e associação criminosa. Os presos permanecerão na sede da PF em São Paulo, à disposição da Justiça Federal.

Com agências 



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