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ELEIÇÕES 2018
Alckmin diz que contestação de Meirelles é "tapetão puro" 18.08.2018
Divulgação
Alckmin diz que foi às convenções

Brasília - O candidato à do PSDB Presidência Geraldo Alckmin classificou como "tapetão puro" a iniciativa de Henrique Meirelles (MDB) de contestar a aliança tucana no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Não há nenhuma divergência na coligação. É tapetão puro. Estive em todas as convenções", disse o tucano, após participar de um evento em São Paulo com sua vice, Ana Amélia (PP), na manhã deste sábado (18).

Advogados do MDB alegam que existem irregularidades nas atas da coligação de Alckmin apresentadas ao tribunal, que não teriam sido atualizadas após as convenções. O argumento é de que as legendas não colocaram nas atas a formalização do apoio ao candidato do PSDB ao Planalto.

"O MDB questionou a aliança porque alguns dos partidos não obedeceram a todas as formalidades que a lei demanda. Nós, no Brasil, precisamos insistir que a lei tem que ser respeitada, não se pode simplesmente dar o jeitinho em tudo porque é isso que levou o Brasil à situação de crise", disse Meirelles após o debate da RedeTV!, na noite desta sexta-feira (17).

Alckmin se defendeu dizendo que a aliança foi feita para aprovar reformas através da formação de uma maioria no Congresso. "Está todo mundo aí preocupado com a minha aliança, que é uma aliança muito forte. Para quê? Para mudar o Brasil. Nós não vamos mudar sem reforma e, para isso, a gente precisa ser maioria no Congresso Nacional."

Apoio de Temer

Em evento na manhã deste sábado na sede do Partido Humanitário Nacional (PHN), em São Paulo, Alckmin negou que esteja sendo apoiado pelo presidente Michel Temer. "Não tem apoio nenhum. O Temer nem gosta de mim, principalmente depois que a bancada do PSDB na Câmara votou pela investigação contra ele."

Além disso, para Alckmin, o apoio de Temer a ele não faz sentido porque o partido do presidente, o MDB, tem Meirelles, ex-ministro da Fazenda do atual governo, como candidato próprio.

O ex-governador disse ainda que, se for eleito, haverá um "comando único" da economia centralizado no Ministério da Fazenda, com mais poder dado à pasta.

Com agências 



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