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ELEI√á√ēES 2018
Presidente do PSL defende indicação de Moro para o STF 21.10.2018
Divulgação
Bolsonaro deve ser eleito no domingo

Brasília - O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, adiantou que uma das linhas de um eventual governo de Jair Bolsonaro será "discutir tabus". Cotado para ser ministro da Justiça caso o capitão reformado seja eleito, Bebianno - que dedicou os últimos meses a coordenar a campanha de Bolsonaro -, afirma que entre os "tabus" brasileiros estão a Previdência, a legislação trabalhista e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Bebianno, um eventual governo Bolsonaro poderá indicar o juiz Sérgio Moro, titular da Operação Lava Jato em Curitiba, para ministro do Supremo. "Seria bom que o STF recuperasse a sua credibilidade. Ter um ministro com o perfil do juiz Sérgio Moro seria muito bom. É um nome que se cogita, sim. Ele é uma pessoa séria, patriota e que quer o bem para o Brasil. Nossa relação com o STF será a melhor possível, harmoniosa", disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Apesar do discurso de Bolsonaro contra o sistema político, o presidente do PSL admite fazer alianças com o MDB e o DEM. Ele defende, inclusive, que o presidente da Câmara dos Deputados não seja do PSL. "A Câmara tem vida própria, e acho saudável que o presidente da Câmara não seja do PSL, apesar de ser legítimo o interesse dos membros do PSL pela vaga. Mas, com muita concentração de poder, na presidência da Câmara o partido acabaria se confundindo com a presidência do Executivo. De um modo geral, a gente precisa do Congresso para governar, então é importante que haja um bom diálogo", destacou, acrescentando que pode haver acordo para a permanência de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no cargo.

Bebianno adiantou que o combate à violência será um dos carros-chefes da administração Bolsonaro. "O combate à violência de forma contundente. A redução da maioridade penal seria um desses itens. Nós achamos que qualquer ser humano acima de 12 anos de idade sabe exatamente o que está fazendo. O Brasil poderia trabalhar a redução da maioridade penal de 18 para 17 ou 16 (anos). Em países como a Inglaterra e EUA não há um mínimo de idade. Dependendo do nível de crueldade, esses jovens respondem pelos seus atos. Mas dentro da nossa realidade, talvez uma redução para, se não for possível, 16 anos, para 17, talvez no primeiro momento."

O presidente do PSL também defendeu mudanças na legislação trabalhista, hoje onerosa para as empresas. "Temos um problema hoje, que é um fato: o nosso arcabouço jurídico trabalhista dificulta a relação entre patrões e empregados. Ninguém quer ser patrão. O excesso de encargos, o custo é muito alto. O empregado recebe um salário, mas acaba custando quase dois. O salário é pouco para quem recebe e muito para quem paga. De forma moderada, com inteligência, com boa vontade, isso precisa ser discutido e avaliado para que o Brasil se desenvolva. Não pode ser um tabu."

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo 



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