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Tolerância e democracia 25.10.2018
Marco Aurélio Pereira
 
Lamentáveis manifestações nestes dias tão estranhos ferem o sentimento de Nação. Imperdoáveis episódios de ofensas aguçam os confrontos entre as partes em que infelizmente está dividido o Brasil. Cidadãos são confrontados pelos mais exaltados em locais públicos, ou pela internet.
Para o bem do país tem-se que dar um ponto final ao acirramento dos conflitos provocados pelo embate político-eleitoral.
 
Democracia pressupõe a convivência dos contrários.  Ao longo de sua vida o filósofo e escritor Norberto Bobbio enalteceu as virtudes da democracia, o cumprimento das leis e o respeito aos direitos individuais. E explicitou as razões para a tolerância. Virtude, diga-se de passagem, tão em falta no Brasil de hoje dividido que foi pelo célebre “nós” contra “eles”.
 
Neste momento difícil da vida brasileira é fundamental fazer uma pausa para reflexões. É necessário retomar o bom senso e a razão. Reafirmar o compromisso da coexistência de crenças diversas, principalmente no campo da política.
 
Para que o País possa sair do atoleiro para o qual foi empurrado é preciso antes unir a Nação. Com intolerância, não vencerá os grandes desafios que precisa superar para vencer a crise, retomar o crescimento e gerar empregos.
 
A tolerância, essa virtude preciosa da democracia, deve se sobrepor às divergências. Pressupõe uma reflexão sobre a verdade e a compatibilidade de verdades opostas.
 
A tolerância não significa renúncia às convicções. Pelo contrário, demonstra que a verdade tem muito a ganhar se suportar a opinião dos demais e vencer o embate pelo diálogo, no campo das ideias. A intolerância e as perseguições só servem para aprofundar as divergências e os erros.
 
Tolerar não é só acreditar em suas verdades e convicções e em seus interesses. Mas é também visualizar suas verdades diante dos interesses e convicções dos outros. Certamente este deverá ser o caminho que os brasileiros precisarão trilhar, reapreendendo a conviver apesar das divergências.
 
A coexistência é a única porta de acesso para o país se reencontrar, readquirir a harmonia necessária para retomar o caminho do crescimento, do desenvolvimento com justiça e paz social.
 
Ser tolerante requer crer firmemente na própria verdade e considerar, todavia, que é preciso obedecer a um princípio moral absoluto: o respeito pelo próximo.
 
O respeito entre os cidadãos será fundamental neste momento complexo da vida nacional. Com respeito e tolerância se reduzirão as tensões, restabelecendo laços de união e cordialidade, marcas históricas do povo brasileiro.
 
Vença quem vencer neste domingo de eleição a grande obra e prioridade imediata será, sem dúvidas, unir a Nação.
 
Marco Aurélio Pereira é jornalista


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