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CORRUPÇÃO
Caciques tucanos perdem paciência e querem Aécio fora 12.12.2018
Divulgação
Aécio recebeu dinheiro da JBS

Brasília - A cúpula do PSDB vai pressionar o senador Aécio Neves (MG) a se afastar do partido, mesmo que seja temporariamente. Uma das ideias em estudo para evitar a expulsão de Aécio, eleito deputado federal, é que ele peça uma licença partidária. Em conversas reservadas, dirigentes tucanos avaliam que, se ele não fizer isso, acabará sendo obrigado a deixar a sigla.

A estratégia para evitar que a crise envolvendo Aécio aumente ainda mais o desgaste do PSDB foi discutida nesta terça-feira, quando a Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio, no Rio e em Minas.

Instalada pela PF, a Operação Ross investiga denúncia de que a JBS teria pago propina de R$ 128 milhões ao tucano e a seus aliados, de 2014 a 2017, tendo parte dessa cifra servido para alimentar a compra de apoio político na campanha eleitoral de quatro anos atrás.

As delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo J&F também indicam o pagamento de uma “mesada” de R$ 50 mil ao senador. Aécio nega e diz não poder aceitar que “delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”.

Nos bastidores, deputados do PSDB asseguram que, se alguma representação contra Aécio der entrada no Conselho de Ética do partido, a tramitação será muito rápida e a expulsão, bastante provável porque os tucanos querem mostrar à sociedade que não compactuam com malfeitos. O colegiado foi criado há menos de duas semanas e é presidido pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que foi secretário da Casa Civil do governo de Geraldo Alckmin em São Paulo.

Diante desse cenário de revolta na bancada do PSDB, aliados de Aécio propõem como alternativa a licença partidária para que ele possa se explicar, evitando mais uma "contaminação" da legenda. A situação do senador é considerada “crítica” até mesmo por seus amigos.

Desde as primeiras denúncias contra Aécio, que presidia o PSDB e foi obrigado a passar o bastão, no ano passado, o partido vem enfrentando um problema atrás do outro. Na esteira da crise, o ex-governador Alckmin, que comanda a legenda, perdeu a eleição para o Palácio do Planalto.

Em nota, o senador disse que o inquérito se baseia em “delações de executivos da JBS que tentam transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na justiça eleitoral” e que a investigação “correta e isenta vai apontar a verdade é a legalidade das doações feitas.”

Imagem arranhada

Ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) disse nesta terça-feira que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já “prejudicou muito” a imagem dos tucanos. Segundo ele, é preciso “dar um jeito nesse problema”, quando questionado sobre as novas denúncias que envolvem o mineiro em um esquema de pagamentos via Grupo J&F.

“Eu acho que o Aécio já prejudicou muito o partido. E, se isso for comprovado (mesada para Aécio), é um negócio muito sério. Se essa mesada for realmente verdadeira, é uma questão séria”, afirmou. Em seguida, Tasso foi perguntado se o caso era relevante até para expulsão de Aécio Neves da legenda. “Não estou mais na direção do partido, a gente tem que dar um jeito nesse problema. A imagem do partido não pode mais ficar ligada a isso para o resto da vida. Tem que dar um jeito”, disse.

Com agências 



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