Brasília, 23 de Janeiro de 2019
Página inicial
Quem somos
Contato
Cadastre-se
Anuncie aqui
Notíias | Entrevistas | Notas | Artigos | Enquete | TV Câmara | TV Senado | Agendas

Anuncie Aqui

LAVA JATO
Condenado a quase 200 anos, Cabral agora tenta delação 23.12.2018
Divulgação
Cabral está preso há dois anos

Brasília - Condenado até agora a 197 anos de prisão, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sempre negou ter recebido propinas. Admitia, no máximo, ter usado sobras de campanha para seus luxos. Agora, numa reviravolta, Cabral quer fazer uma delação premiada.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o ex-governador deu uma procuração para o seu novo advogado, João Bernardo Kappen, negociar a colaboração com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e com a Procuradoria-Geral da República.

Kappen já teria começado a conversar, ainda em estágio inicial, com autoridades ligadas à Lava Jato no Rio. Mas, afinal de contas, o que Cabral teria a contar, após dezenas de delações terem esquadrinhado a roubalheira incrustada no Rio?

Segundo O Globo, o cardápio inicial inclui o Judiciário — tanto o Tribunal de Justiça do Rio quanto o Superior Tribunal de Justiça — ex-chefes do MP fluminense, as jogadas nebulosas da Copa do Mundo e da compra de votos para a Olimpíada de 2016, além de detalhamentos de fatos já narrados em outras colaborações.

Outra tentativa

Não é a primeira vez que Cabral pensa em fazer delação premiada. Em janeiro de 2017, dois meses após a sua prisão, o ex-governador tentou fechar um acordo quando a Lava Jato deparou-se com o esquema de propinas em larga escala no Executivo estadual, inclusive envolvendo o empresário Eike Batista. A delação não foi avante porque os fatos atropelaram o emedebista e os policiais prenderam ex-auxiliares de Cabral e empresários, inclusive Eike.

Mais recentemente, as delações do operador financeiro de Cabral, Carlos Miranda, preso em 2016, permitiram uma série de investigações como as que culminaram na prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e outros sete suspeitos envolvidos na Operação Boca de Lobo, desdobramento da Operação Lava Jato.

A delação de Carlos Miranda foi homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em 6 de março deste ano. Miranda contou que executava a parte administrativa e financeira das campanhas do MDB no Rio de Janeiro e que havia combinações com os fornecedores para que eles subfaturassem as notas apresentadas. Assim, havia nas notas o pagamento de parte dos valores de forma oficial e a outra parte por fora, em dinheiro, ou por meio de vantagens das empresas doadoras diretamente aos fornecedores. Os repasses eram feitos principalmente por empreiteiras, como é o caso da OAS, Delta, Carioca e Andrade Gutierrez.

O delator afirmou que Sérgio Cabral, que governou o estado de 2007 a 2014, também ajudava outros candidatos, seja com ajuda em dinheiro, seja com pagamento de despesas de campanha. Miranda apresentou uma relação dos beneficiados, entre eles Paulo Melo, Jorge Picciani, Graça Matos, Edson Albertassi, Wagner Montes, Marcos Figueiredo, Édino Fonseca, Roberto Dinamite, Coronel Jairo e Cidinha Campos.

Com agências 



ABC POLITIKO - LINHA DIRETA COM O PODER
COMENTE ESTE ARTIGO   LEIA COMENTÃ?RIOS (0)  

Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal
CONTEÚDO RELACIONADO

22-01-2019 Atuação ilegal do Coaf no caso Flávio Bolsonaro e o vazamento de dados sigilosos
22-01-2019 Bolsonaro quer harmonia entre desenvolvimento e preservação
21-01-2019 Mourão defende 35 anos de contribuição para militares
21-01-2019 Mercado projeta inflação de 4% e PIB de 2,53% em 2019
21-01-2019 As tensões na agenda
19-01-2019 Coaf mostra 50 depósitos na conta de Flávio Bolsonaro
VEJA MAIS

22-01-2019 Atuação ilegal do Coaf no caso Flávio Bolsonaro e o vazamento de dados sigilosos
22-01-2019 Bolsonaro quer harmonia entre desenvolvimento e preservação
21-01-2019 Mourão defende 35 anos de contribuição para militares
21-01-2019 Mercado projeta inflação de 4% e PIB de 2,53% em 2019
21-01-2019 As tensões na agenda

VEJA TODOS

SRTVN Quadra 701 Bloco B Sala 826 - Centro Empresarial Norte | Brasília - DF | CEP 70710-200 | Fone: (61) 3328-2991 | Fax: (61) 3328-2152