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VENEZUELA
Bolsonaro teme conflitos e apela por saída pacífica 24.01.2019
Bolsonaro teme conflitos na Venezuela

Davos -- O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro acompanha com “muita atenção” os desdobramentos da crise na Venezuela. Ele admitiu que teme um processo de transição não pacífico entre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o interino, Juan Guaidó. Segundo ele, o Brasil “está no limite” do que pode fazer em relação ao país vizinho.

 “A história tem mostrado que as ditaduras não passam o poder para a respectiva oposição de forma pacífica. Nós tememos as ações do governo ou melhor da ditadura do governo Maduro”, afirmou Bolsonaro em entrevista à TV Record no intervalo do Fórum Econômico Mundial (Davos, na Suíça).
 
Para o presidente, o mesmo temor é compartilhado por outros países. “Obviamente há países fortes dispostos a outras conseqüências”, ressaltou. "O Brasil acompanha com muita atenção e nós estamos no limite do que podemos fazer para restabelecer a democracia naquele país”, acrescentou. 
 
Bolsonaro disse que a preocupação do Brasil é com a população venezuelana. “Desde há muito nós falamos que o bem maior de um homem e uma mulher é a sua liberdade e que [para o] povo venezuelano, nós queremos restabelecer sua liberdade.”
 
Ontem (23) o Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em sua conta no Twitter, Bolsonaro, postou mensagem de apoio a Guaidó.  Ao lado de líderes estrangeiros, o presidente reiterou a colaboração brasileira ao governo recém-declarado.
 
"O Brasil apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela", disse na rede social. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também divulgou comunicado sobre o reconhecimento de Guaidó.
 
Ontem Guaidó, que é o presidente da Assembleia Nacional, se declarou presidente interino da Venezuela durante juramento em uma rua de Caracas. Antes do juramento, ele reiterou a promessa de anistia aos militares que abandonarem Maduro e apelou para que fiquem “do lado do povo”.
 
Por seu turno, Maduro acusou os Estados Unidos – primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino – de dirigirem uma operação para impor um golpe de estado e anunciou o rompimento de relações diplomáticas e políticas com o país.
 
As autoridades norte-americanas, no entanto, não reconheceram a declaração de Maduro. Juan Guaidó já enviou um pedido às embaixadas para que funcionários não deixem o país e afirmou que manterá relações diplomáticas com todos os países.
 
Em discurso, Maduro afirmou na quarta que foi eleito pelo voto popular. "Só as pessoas colocam e só as pessoas removem. Pode um "qualquer" se declarar presidente ou é o povo que elege o presidente?", questionou.
 
Maduro, que conta com o apoio das Forças Armadas, também prometeu resistir.
 
O governo dos Estados Unidos se manifestou reconhecendo Guaidó como presidente da Venezuela. A decisão foi reforçada pelo presidente, Donald Trump, e pelo vice-presidente, Mike Pence, em suas contas na rede social Twitter. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, também reconheceu Guaidó e felicitou o deputado pelo juramento.
 
A União Europeia fez um apelo na noite de quarta-feira (23) para a organização de "eleições livres e credíveis" na Venezuela. A declaração aconteceu no dia em que o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino.
 
A nota divulgada pela União Europeia, no entanto, não menciona diretamente a iniciativa de Guaidó, que já foi reconhecida por vários países, entre eles, o Brasil e os Estados Unidos. Nicolás Maduro, que se diz alvo de um golpe, afirmou que não vai se render.
 
No dia em que os venezuelanos foram às ruas em manifestações pró e contra o governo chavista, a Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou em nota que o povo da Venezuela "pediu maciçamente a democracia e a possibilidade de determinar livremente seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas".
 
A situação na Venezuela se agravou após a eleição de Maduro para novo mandato, o que é contestado pela comunidade internacional. Ele tomou posse em 10 de janeiro na Suprema Corte.
 
Para Brasil, o Grupo de Lima, que reúne 14 países, e a Organização dos Estados Americanos (OEA), o mandato é ilegítimo e a Assembleia Nacional Constituinte deve assumir o poder com a incumbência de promover novas eleições.
 
Guaidó chegou a ser preso e liberado. A Assembleia Nacional, então, declarou "usurpação da Presidência da República" por Maduro.
 
Com Agência Brasil


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