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DESEMPREGO
OIT prevê aumento da pobreza na América Latina 02.07.2020
Tomaz Silva/Agência Brasil

 Lima - A pandemia da COVID-19 tem um impacto sem precedentes nos mercados de trabalho da América Latina e do Caribe, onde já existe um forte aumento na taxa de desocupação que deixa milhões de pessoas sem emprego e sem renda, o que causará um aumento da desigualdade e da pobreza na região, de acordo com uma análise da OIT divulgada hoje.

 
A taxa média de desocupação na região, que era de 8,1% no final de 2019, poderia subir entre 4 e 5 pontos percentuais, de acordo com os dados coletados até o momento. Mas, se a crise continuar se aprofundando, a situação poderá piorar, destacou uma análise do Escritório da OIT para a América Latina e o Caribe, intitulada "Panorama Laboral em tempos de COVID-19: Impactos no mercado de trabalho e na renda".
 
O Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado hoje apontou que a pandemia do novo coronavírus está promovendo um impacto forte sobre o mercado de trabalho na América Latina e Caribe, com ampliação sem precedentes do desemprego e queda histórica da ocupação. 
 
Partindo da projeção do banco mundial de uma redução da atividade econômica da região de 7,2% neste ano, a taxa de desemprego deve subir de 8% para 12,3%, um aumento na casa de 33% no índice registrado no ano passado. O máximo de majoração da desocupação na região havia sido registrado no fim dos anos 1990 em função da crise asiática, mas atingindo 9,2%, bem abaixo do patamar estimado para este ano.
 
Se tomada a projeção do Fundo Monetário Internacional de queda do PIB da região, a taxa de desemprego pode chegar a 13% em 2020. Entre os países da região, o Chile informou desemprego de 11,2% no trimestre de março a maio. A região metropolitana de Lima, capital peruana, chegou a 13,1% em março deste ano.
 
Já a taxa de ocupação, que estava em 57,7% no ano passado, pode cair para 54,7% este ano, a depender do resultado da atividade econômica diante das consequências da pandemia.
 
Já os empregos informais estão caindo com uma intensidade ainda maior do que os formais, conforme o estudo. Isso porque estes possuem menos garantia pela ausência de vínculo e sofrem mais diretamente com a instituição das medidas de distanciamento social.
 
No México, os postos formais caíram 2 milhões em março e os informais, 10,4 milhões. No Chile, essa redução foi de 16% para os sem carteira assinada e de 4,6% para os com este vínculo. Em muitos casos, parte deste contingente não conta para as taxas de desemprego porque abandonam a força de trabalho e deixam de buscar uma ocupação.
 
Horas
 
A América Latina e Caribe foi a região como maior contração da quantidade de horas trabalhadas: 20%. O resultado é equivalente a 55 milhões de postos de trabalho. A queda abarca não somente funcionário que perderam seus empregos mas também aqueles que apesar da manutenção da ocupação tiveram redução de jornada.
 
Setores
 
Esses impactos são distintos a depender dos setores. A organização fixou uma classificação dos segmentos por riscos. Na ponta dos com maior potencial de perda estão atividades relacionadas à alojamento, alimentação, comércio em geral e serviços administrativos e de apoio, bem como indústrias manufatureiras.
 
Classificadas como de risco médio estão os negócios de comunicações, transporte, construção e instituições financeiras. Já na outra ponta, com menos potencial de precarização, estão as áreas como administração pública, serviços de água e luz, educação e saúde, que mantiveram seus níveis de atividade.
 
“Entretanto, mesmo quando continuam trabalhando, os que desempenham atividades de atenção à saúde e assistência social estão enfrentando não somente demandas por jornadas de trabalho mais extensas como também enfrentam importantes riscos de contrair a covid-19 em seus locais de trabalho”, alertam os autores.
 
Reações
 
Diante do cenário, a OIT defendeu a adoção de medidas urgentes de compensação não somente para mitigar a queda dos ingressos como para assegurar o custeio de bens e serviços específicos e mitigar os impactos de médio prazo na desagregação da demanda interna. Estados com alto grau de informalidade em sua composição da massa de trabalhadores experimentaram maiores dificuldades.
 
“Apesar de todas essas restrições, os países da América Latina e Caribe adotaram rapidamente um conjunto amplo de políticas para sustentar as empresas, os postos de trabalho e os salários dos trabalhadores e das famílias, especialmente aquelas da economia informal”, dizem os autores.
 
No Chile e em El Salvador, houve a suspensão ou adiamento de taxas ou tributos cobrados de empresas. A Argentina criou um fundo para auxiliar o apoio a pequenas e médias empresas. O Uruguai estendeu o seguro-desemprego a outras categorias e situações.
 
Diversos países implantaram programas de transferência de renda para trabalhadores, como o Brasil com o auxílio emergencial, a Argentina com “a remuneração familiar extraordinária”, a Costa Rica com o “bônus proteger” e o Equador com o “bônus de proteção familiar”.
 
Recuperação
 
Na avaliação dos autores do levantamento, esses impactos evidenciam a complexidade do desafio que os governos da região enfrentam para mitigar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e para retomar não somente os níveis de atividade econômica como os postos e índices de remuneração da força de trabalho.
 
“A experiência mostra que a recuperação dos níveis históricos [de ocupação] leva tempo. Por exemplo, o ajuste estrutural e reconfiguração econômica da década dos 1990 implicaram em 23 anos para recuperar os valores mínimos de desemprego do início desta década”.
 
Com Agência Brasil
 


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