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Eike é condenado a 30 anos de prisão por corrupção 03.07.2018

Rio - O empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele também foi multado em R$ 53 milhões. 

Eike é acusado de fazer pagamentos indevidos no valor de US$ 16,5 milhões ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral, em 2011, e de tentar ocultar a propina por meio de uma operação de lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, a fim de ocultar o pagamento a Cabral, o doleiro Renato Chebar criou uma offshore chamada Arcadia Associados, que assinou um contrato fictício com a empresa Centennial Asset Mining Fund, de Eike Batista, para a possível aquisição de uma mina de ouro.

Pela falsa intermediação, a Arcadia receberia 1,12% do valor da transação. Os recursos foram transferidos de uma conta de Eike Batista no Panamá para uma conta da Arcadia, de Chebar, aberta no Uruguai.

Eike foi preso por conta das investigações em 2017. Ele deixou o complexo prisional de Bangu em abril daquele ano, após Gilmar Mendes, ministro do STF, conceder uma liminar que autorizava o empresário a deixar a prisão. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.

Na ocasião, Eike Batista tentou fechar um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da Repúblicas, mas as negociações foram encerradas em janeiro porque a procuradora-geral, Raquel Dodge, considerou haver provas insuficientes para corroborar os relatos. A proposta previa menções ao ex-presidente Lula, ao ex-ministro Guido Mantega e ao prefeito carioca Marcelo Crivella, do PRB.

Outros condenados

No mesmo processo, também foi condenado o ex-governador Sérgio Cabral, a 22 anos e oito meses em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Essa foi a sexta condenação de Cabral em processos que apuram esquemas de corrupção no estado do Rio de Janeiro. O ex-governador já soma penas que ultrapassam 120 anos de prisão.

Outros condenados foram a ex-primeira dama Adriana Ancelmo (4 anos e seis meses); o ex-secretário Wilson Carlos (9 anos e 10 meses); o ex-braço direito de Cabral, Carlos Miranda (8 anos e 6 meses); e o braço-direito de Eike, Flavio Godinho (22 anos), ex-vice-presidente do Flamengo.

Com agências 


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