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Manifestação marca morte de pintor em Roraima 09.09.2018

Brasília - Vários moradores de Roraima fizeram uma manifestação neste sábado (8) em Boa Vista após a morte do pintor Manoel Siqueira de Souza, 35 anos, na quinta (6). No ato, eles percorreram ruas do bairro Jardim Floresta, na zona Oeste, exigiram a expulsão de venezuelanos de Roraima, o fechamento da fronteira, e punição ao crime.

O protesto, segundo a Polícia Militar, reuniu ao menos 100 pessoas. A passeata começou às 17h10 (18h10 de Brasília) e terminou no início da noite. O ato foi logo após o enterro de Manoel de Souza que morreu esfaqueado. O suspeito é o venezuelano Jose Antonio Gonzalez, 19 anos, linchado até a morte por um grupo de brasileiro pouco depois do crime.

Por volta das 17h30, os manifestantes foram até o abrigo Jardim Floresta. A Avenida Carlos Pereira de Melo, que fica em frente ao local, ficou bloqueada e dezenas de homens do Exército e Força Nacional fizeram uma barreira humana na entrada do abrigo.

No ato, os manifestantes também passaram perto do acampamento onde vivia o venezuelano José Antonio Gonzalez. O local, no entanto, foi esvaziado horas antes, segundo a Operação Acolhida, que cuida das ações relacionadas aos refugiados. Os imigrantes foram levados a locais seguros por medida de segurança e no intuito de se evitar conflito. Mesmo assim, brasileiros ameaçaram atear fogo ao local.

Com cartazes reivindicando o bloqueio da fronteira Brasil - Venezuela, no Norte de Roraima, e justiça pelo homicídio, os manifestantes exigiram também o fechamento do abrigo Jardim Floresta e cobraram a saída de refugiados do local. Eles xingaram os venezuelanos de "bandidos" e "assassinos".

"Essa manifestação foi organizada pelos amigos do Manoel, e por moradores do bairro. É para pedir justiça e a saída dos venezuelanos do Jardim Floresta", declarou Leno Cruz, agente funerário que participou do ato.

A passeata foi até a Avenida Venezuela, a algumas quadras do abrigo, e depois retornou ao ponto inicial, uma casa no bairro Jardim Floresta. Lá, os manifestantes fizeram uma oração e depois se dispersaram por volta das 18h30.

Tensão

Desde as mortes do brasileiro e do venezuelano o clima ficou tenso nas imediações do abrigo Jardim Floresta e no acampamento improvisado onde o estrangeiro vivia. Imigrantes relataram que o local foi alvejado por tiros na madrugada deste sábado. Pela manhã, cerca de 100 imigrantes que viviam na região e no abrigo foram repatriados a Venezuela relatando medo e tensão.

A confusão que resultou nas mortes aconteceu três semanas depois de acampamentos de imigrantes terem sido atacados e queimados em Pacaraima e 1,2 mil venezuelanos deixarem o país. A violência foi uma represália a um assalto: um comerciante disse que foi roubado e agredido em seu comércio por venezuelanos.

Em razão do que aconteceu em Pacaraima, o processo de interiorização de imigrantes, que consiste em transferi-los de Roraima a outros estados, foi acelerado, e o presidente Michel Temer assinou um decreto para Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A Força Nacional também foi enviada para atuar em Boa Vista e Pacaraima.

A medida, válida até 12 de setembro, deu poder de polícia às Forças Armadas e militares poderão agir em casos de novos conflitos nas cidades que ficam dentro de uma faixa de 150 KM entre as fronteiras com a Venezuela e Guiana.

Com agências e portal G1 


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