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Centr√£o racha no apoio a candidatos no 2¬ļ turno 09.10.2018

Brasília - Após a derrota do tucano Geraldo Alckmin na disputa pelo Palácio do Planalto, o Centrão rachou na definição de apoio para o segundo turno. Reunidos na noite desta segunda-feira (8), em Brasília, representantes de partidos do bloco definiram que não vão tomar uma decisão coletiva sobre eventual aliança com Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).

Estavam no encontro Valdemar Costa Neto (PR-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Paulinho da Força (Solidariedade).

Líderes do DEM se reúnem na manhã desta terça-feira para tratar sobre o assunto. “Não haverá uma decisão coletiva. No caso do DEM, devo me reunir com as lideranças para definir. Pode ser até que o partido não assuma uma posição e libere seus membros”, afirmou o presidente do DEM, ACM Neto, ao deixar a casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Se o partido não tiver uma posição formal, isso vai dar conforto para cada um fazer o que quiser”, completou ACM. Deputados do DEM já declararam apoio a Bolsonaro. É o caso da líder da Frente da Agropecuária, Tereza Cristina (MS), de Onyx Lorenzoni (RS), que foi um dos coordenadores da campanha do capitão reformado, e do líder da bancada da bala, Alberto Fraga (DF), que perdeu a eleição para o governo do Distrito Federal.

Para o presidente do DEM, será necessário definir a posição com base na realidade de cada legenda. “Tem partidos que estão mais divididos e outros mais monolíticos. Não haverá decisão coletiva, mas isso não quer dizer que estamos divididos”, afirmou ACM.

Haddad, por sua vez, recebeu apoio nesta segunda da Força Sindical, braço de sustentação do Solidariedade, e deverá ter ao seu lado deputados de PP e PR com base no Nordeste e que fizeram campanha, assim como o presidenciável, com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato.

“A Força Sindical decidiu indicar aos seus filiados o apoio ao candidato Haddad no segundo turno”, publicou no Twitter após reunião com dirigentes o secretário-geral da central, João Carlos Gonçalves, o Juruna, braço direito de Paulinho da Força (SP), deputado reeleito que preside o Solidariedade.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo 


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