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PSL lança major Olímpio para presidência do Senado 03.01.2019

 Brasília -- Após reunião com parte da bancada do PSL no Congresso, o presidente nacional da legenda, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), disse nesta quinta-feira (3) que ter a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em troca de apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é uma questão de "governabilidade" para o presidente Jair Bolsonaro.

 
Pelo acordo fechado com Maia, além da CCJ, o PSL recebeu a promessa de ficar com a segunda vice-presidência da Câmara e a presidência da Comissão de Finanças e Tributação.
 
De acordo com Bivar, a reunião desta quinta foi para "consolidar a decisão" da liderança da bancada de apoiar o nome de Rodrigo Maia e o lançamento da pré-candidatura do senador eleito Major Olimpio à Presidência do Senado. 
 
Cerca de 20 parlamentares, entre atuais e eleitos, participaram do encontro.
Embora a votação seja secreta, o presidente do partido disse estar seguro de que todos os integrantes da bancada do PSL seguirão a decisão da legenda.
 
Outros partidos, como PSD, PPS e PROS, manifestaram apoio nesta quinta-feira a Rodrigo Maia, Considerando as bancadas eleitas em outubro por essas legendas, além do DEM, partido do próprio presidente, Maia conta, em tese, com 161 votos. Para vencer no primeiro turno, ele precisará de pelos menos 257 votos, maioria absoluta na Câmara.
 
Esse número de apoiadores, porém, pode sofrer alterações com o afastamento de deputados para assumir cargos no Executivo e a convocação de suplentes de outros partidos que eventualmente estejam na mesma coligação do titular afastado.
 
Disputada entre os partidos, a CCJ é considerada a comissão mais importante, por ser responsável pela análise constitucional de todas as propostas que tramitam na Câmara, inclusive de emendas à Constituição.
 
"Em nenhum momento, houve troca de favores ou cargos envolvidos. A CCJ não é um cargo, é uma comissão que faz parte da governabilidade. Não é um emprego. A CCJ vai ter deputados de outras agremiações", disse Bivar ao ser questionado se a negociação em troca de espaços na Câmara não vai contra o discurso do presidente Jair Bolsonaro de fazer um novo tipo de política.
 
 
Portal G1

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