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Guedes diz que mercado de crédito no Brasil foi estatizado 07.01.2019

Brasília -- O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (7) que o mercado de crédito no país foi "estatizado" e sofreu "intervenções danosas" de governos anteriores.

Ele deu as declarações durante cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, dos novos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
 
"O dirigismo econômico corrompeu a política brasileira e travou o crescimento da economia", afirmou o ministro. "O mercado brasileiro de crédito também está estatizado e sofreu intervenções extremamente danosas para o país", completou.
 
Guedes fez críticas ao que chamou de financiamentos "estranhos" do BNDES. Para ele, houve erros em gestões anteriores quando o banco emprestou a juros baixos para as empresas mais ricas, conhecidas como "campeãs nacionais", ou investiu dinheiro em projetos de pouco retorno.
 
"Quando o BNDES recebe aumento de capital para fazer projetos econômicos estranhos em termos de retorno de capital, do ponto de vista político, de quem é o beneficiado do lado de lá, dando capital para as empresas "campeãs nacionais", nós, economistas liberais, não gostamos disso", afirmou o ministro.
 
Ele também disse nas gestões anteriores houve um assalto à Caixa Econômica. De acordo com Guedes, as irregularidades cometidas nos bancos públicos se tornarão públicas quando a "caixa-preta" dessas instituições for analisada. O presidente Jair Bolsonaro, também presente à cerimônia, tem usado esse termo para designar o trabalho de mapear ilicitudes de gestões passadas.
 
"A Caixa também foi vítima de saques, fraudes e assaltos aos recursos públicos, como vai ficar óbvio logo à frente, à medida que, como diz o presidente, essas caixas-pretas forem examinadas", declarou Guedes.
 
Guedes deu posse aos seguintes presidentes dos bancos públicos:
 
Joaquim Levy (BNDES): Engenheiro Naval com doutorado em Economia pela Universidade de Chicago, foi ministro da Fazenda na gestão Dilma Rousseff, e secretário do Tesouro no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Estava na diretoria do Banco Mundial antes de assumir o BNDES.
 
Pedro Guimarães (Caixa): PhD em Economia pela Universidade de Rochester, com tese sobre o processo de privatização no Brasil. Sócio-diretor do banco Brasil Plural, grupo financeiro fundado em 2009 que atua no mercado de capitais.
 
Rubem Novaes (Banco do Brasil): PhD em Economia pela Universidade de Chicago (Estados Unidos), foi diretor do BNDES, presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Portal G1

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